O Estado da Nação Social Democrata de Celorico da Beira

Caras companheiras e companheiros do PSD de Celorico da Beira

O momento é oportuno a opinar sobre o estado da nação Social Democrata de Celorico da Beira, muitos dos meus companheiros que não se revêem, dissimuladamente, nas estratégias ou conteúdos programáticos da lista da qual eu faço parte, acabam por se denunciar e alvitram o verdadeiro sentido da sua discórdia, que assenta na integração daqueles que de uma forma ou outra não estiveram no partido nos últimos tempos, por razões de natureza diversa e que não é momento apropriado para estar a escamotear. Agora e depois de darem oportunidades, as quais não tiveram, a todos aqueles que de uma forma mais ou menos responsável, mais ou menos participada frente aos destinos do partido nos últimos tempos, sentiram o apelo da militância, da responsabilidade e o dever de colocar em prática os seus conhecimentos e inevitável empenho em alterar o caminho sinuoso que o concelho tem percorrido nos últimos anos. Será que todos os militantes que venham por bem, não são bem-vindos? Será que todos aqueles que queiram aderir à causa social-democracia, apesar de no passado terem trilhado outros caminhos, não são bem-vindos? Será que continuam a prevalecer tabus nas mentes de muitos companheira(o)s? Penso que não, penso que em prol dos interesses superiores do partido, é necessário o máximo de convergência de todos os militantes e da sociedade civil, para se almejarem as vitórias que tanto nos inspiram. È hora de acolhermos todos aqueles que sentiram na sua vida, noutros tempos, o PSD e acarinhar todos aqueles que nunca faltaram à chamada. O PSD de Celorico da Beira, para ser um partido vencedor tem que ter líderes que entendam o princípio mais elementar da tolerância, naturalmente com sentido crítico e de uma forma inteligente, estejam abertos á mudança e saibam entender os sinais que são emanados pela Sociedade civil. Nos últimos anos, assistiu-se em Celorico da Beira, a uma mudança de tendência de voto que originou identidades partidárias distintas das usuais, despoletada por inversão de tendências partidárias de alguns líderes de opinião, que de uma forma ou outra arrastaram os seus mais fies seguidores, originando o actual cenário político em Celorico da Beira. O eleitorado dos partidos, nos últimos anos alterou-se e no actual momento é necessárias lideranças fortes coadjuvadas por equipas que estejam conscientes deste facto, e que tenham grande capacidade de mobilização junto das populações, para passar de uma forma credível, responsável e séria a mensagem social-democracia. Temos que encarar o futuro com optimismo e livramo-nos dos fantasmas do passado!

 Temos que nos livrar de todos aqueles que de uma forma indirecta tentam o divisionismo, que lhe serve para “reinar” e simultaneamente de “chapéu” a futuras aspirações. Estes, malevolamente movem-se por corredores obscuros, aproveitando as vulnerabilidades de alguns, assediando-os com falsas promessas, colocando ao seu dispor as suas influências junto de alguns, poucos, dos nossos mas que são dos deles. Estas pessoas que se prestam a este papel deviam ter vergonha!

Ao ler muitos dos comentários, pergunto a mim mesmo, demonstrando alguma ignorância, onde andaram muitos daqueles que hoje se proclamam donos do saber, da estratégia e da razão? Será que o Sr. Nuno Nascimento, nos seus 22 anos de militância no PSD de Celorico da Beira, não ocupou lugares de responsabilidade na JSD, CPS, Assembleia Geral e Assembleia Municipal da edilidade Celoricense? Será que não participou nas estratégias delineadas para as várias eleições ocorridas em Celorico da Beira? Será que passados estes 22 anos é que vai colocar o seu empenho, com novas ideias e melhores estratégias, ao serviço do PSD de Celorico da Beira? Então, o que andou a fazer nestes últimos anos, foi prestar um mau serviço ao PSD de Celorico da Beira? Ou será, que o Dr. Fernando Figueiredo, nos últimos 2 anos não o deixou por em prática essas brilhantes ideias e estratégias, porque nunca as teve?

Nunca podemos confundir amizade com competência ou com o perfil adequado para determinados lugares, essa será a pior forma de colaborar com o partido e simultaneamente prestar um mau serviço a esses nossos amigos. Só se compreende no sentido, de termos alguns interesses pessoais ocultados e consequentemente aproveitarmos essa fragilidade de capacidade de liderança para sobressairmos e atingirmos o que nos levou a apostar neste projecto, apesar de não acreditarmos nele. O que sobre o meu ponto de vista se torna lamentável e eticamente reprovável. Será que há um projecto, que não conheço, ou vários projectos dentro da candidatura liderada pelo Sr. Nuno Nascimento?

Muitos dos meus companheira(o)s apelam ao bom senso, acho muito bem, entendo que deve imperar o bom senso quando se fala depreciativamente de qualquer militante em praça pública, porque de uma forma ou outra pertencem à nossa família politica e sobre o que entendo e o que me parece aconselhável, há que salvaguardar todos os nossos companheira(o)s, em prol dos interesses mais legítimos do partido, pois as lutas passam após as eleições,  e as circunstancias e tendências actuais, com o tempo, alteram-se. As lutas internas devem servir para revitalização do partido e após ocorreram, todos os militantes, sem excepção, devem estar unidos no sentido de o fortalecer para o exterior. Por uma vez, temos que entender que os nossos inimigos não estão no seio do partido!

O vale tudo, o divisionismo a falta de valor social-democrata impera no espírito de muitos, que apesar de terem, por que me parece, participado de uma forma activa nas eleições autárquicas, ocupando lugares de destaque, renegam a sua participação e consequentemente a liderança e estratégia sufragada pela maioria desses intervenientes. Será, que nesse preciso momento já não se reviam na figura do candidato Dr. Vítor Santos e na estratégia delineada pela concelhia do Dr Fernando Figueiredo? Por esse motivo é que começo a perceber as causas da derrota! Será, que mudaram de opinião a partir do dia 11 de Outubro de 2009? O que os levou a tal atitude?

Muitos alegam, como causa principal de ruptura com o actual Presidente da CPS, a falta de diálogo o não cumprimento das regras de pluralismo e simultaneamente o respeito pelo outro, mas quem efectivamente demonstra este deficit, foram todos aqueles que segundo suas palavras, sentiram necessidade de acrescentar valor ao PSD, após o dia 11 de Outubro. As suas expirações parecem diferentes, e não são inocentes de todos aqueles que o fizeram por acreditar naquele projecto e no líder a quem até hoje, se mantiveram leais. Mas aqueles, que por terem deslumbrado a possibilidade de fazer cair o presidente da CPS, se filiaram para engrossar essa corrente, naturalmente que as suas expirações foram colocadas a descoberto. Parece-me que o momento não foi oportuno, porque a ilação que tiro dessa atitude é demonstrativa do que acabo de pronunciar. Espero estar enganado!

Quero acreditar que após as eleições o partido estará como nunca, unido, deixo um repto a todos os meus companheiros que se mantenham leais aos valores da Social Democracia em Celorico da Beira.

Saudações Sociais Democratas

António Caetano

publicado por escolhercelorico às 10:55 | link do post | comentar